Maquininha, Pix ou link de pagamento: o que compensa?

8 de dez. de 2025

Por que a forma de pagamento mexe tanto com o seu caixa?

A forma como o cliente paga não é só uma “comodidade”. Ela impacta diretamente:

  • quanto dinheiro entra de cada venda (por causa das taxas);

  • quando esse dinheiro cai na sua conta (prazo de recebimento);

  • o risco de calote ou de estorno (chargeback, golpes, erros).

Em resumo: escolher entre maquininha, Pix ou link de pagamento não é só uma questão “de modinha”, e sim de estratégia de caixa.

Neste guia, vamos explicar cada opção de forma isenta e mostrar como comparar para montar o melhor mix de meios de pagamento para o seu negócio.

Maquininha de cartão: como funciona na prática

A maquininha permite que você receba com cartão de débito, crédito e, às vezes, voucher/refeição. Para o cliente, é simples: ele passa o cartão e paga. Para o seu caixa, alguns pontos são importantes.

taxas (MDR) e antecipação

Em cada venda com cartão, a credenciadora cobra uma taxa, conhecida como MDR (merchant discount rate). Dados recentes mostram médias em torno de 2,33% para crédito e 1,10% para débito no Brasil, considerando todo o mercado.

Na prática, especialmente para micro e pequenos negócios, essas taxas costumam ser mais altas do que a média oficial, e ainda pode existir:

  • taxa diferenciada para crédito parcelado;

  • taxa de antecipação de recebíveis se você quiser receber antes dos 30 dias.

prazo de recebimento

No crédito, o padrão de mercado é o lojista receber por volta de 30 dias depois da compra à vista. Nas vendas parceladas, o valor é liberado mês a mês, à medida que o cliente paga as parcelas – a não ser que você pague pela antecipação.

No débito, o prazo costuma ser menor (muitas vezes D+1 ou alguns dias), mas ainda assim não é tão imediato quanto um Pix.

vantagens da maquininha

  • parcelamento no crédito, muito valorizado no Brasil;

  • alta aceitação pelos clientes;

  • possibilidade de receber vale-refeição/alimentação, dependendo da máquina;

  • proteção contratual em casos de chargeback (dentro das regras das bandeiras).

desvantagens

  • taxas geralmente maiores que Pix;

  • prazo mais longo para o dinheiro cair no caixa;

  • custo de antecipação se você precisar de dinheiro rápido;

  • aluguel ou compra da maquininha em algumas soluções.

Pix para empresas: rápido, barato e sem maquininha

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Banco Central do Brasil. Ele permite transferências 24 horas por dia, 7 dias por semana, com liquidação em segundos.

Para pessoas físicas, o Pix normalmente é gratuito. Já empresas podem pagar uma pequena taxa por transação, que costuma ser menor do que as taxas de cartão.

Estudos indicam que, em muitos casos, o custo médio de Pix para lojistas gira em torno de algo próximo a 0,2% por transação, enquanto cartões de débito passam de 1% e crédito pode chegar a mais de 2% em média.

vantagens do Pix para o caixa

  • dinheiro cai na hora na conta da empresa;

  • geralmente taxa menor do que cartão para o lojista;

  • não precisa de maquininha física – basta celular/computador para gerar QR Code ou chave;

  • risco de chargeback praticamente nulo: uma vez pago, o Pix não tem estorno automático como cartão (o que é bom para o lojista, embora exija cuidado com golpes).

desvantagens / pontos de atenção

  • em geral, é pagamento à vista (parcelas com Pix ainda estão em expansão e não são padrão para todo mundo);

  • clientes muito acostumados com cartão e milhas podem preferir continuar no crédito;

  • é preciso atenção redobrada para evitar golpes de comprovante falso (sempre conferir se o valor entrou na conta).

Link de pagamento: vender à distância sem ter um site

O link de pagamento é uma URL ou botão que leva o cliente direto para uma página de checkout segura, onde ele conclui o pagamento. Esse link pode ser enviado por WhatsApp, SMS, e-mail, redes sociais ou QR Code.

Dependendo do provedor, o link permite aceitar:

  • cartão de crédito e débito;

  • Pix;

  • boleto;

  • carteiras digitais.

Na prática, ele funciona como uma “maquininha online”: você não precisa de um site próprio, só de um meio de mandar o link para o cliente.

vantagens do link de pagamento

  • ideal para quem vende por WhatsApp, Instagram, direct etc.;

  • não exige maquininha física;

  • permite pagamento à distância com mais segurança que “mandar chave Pix” sem organização;

  • facilita a formalização das vendas (nota fiscal, relatórios da plataforma).

desvantagens

  • as taxas seguem a lógica dos meios envolvidos (cartão, Pix etc.), muitas vezes iguais ou um pouco maiores do que na maquininha;

  • depende de internet e da disposição do cliente de preencher dados na página;

  • algumas soluções cobram tarifas extras por boleto ou parcelamento.

Comparando maquininha, Pix e link de pagamento

visão geral

 


Meio de pagamento

 

 


Taxa típica para empresa*

 

 


Prazo de recebimento

 

 


Parcelamento

 

 


Precisa de maquininha?

 

 


Ideal para…

 

 


Maquininha

 

 


em média ~1,1% débito e ~2,3% crédito (micro muitas vezes pagam mais)

 

 


geralmente até 30 dias no crédito à vista; parcelas mês a mês

 

 


sim, no crédito

 

 


sim

 

 


comércio físico, tíquete médio maior, clientes que parcelam

 

 


Pix

 

 


costuma ser significativamente menor que cartão, em muitos casos próximo de 0,2%

 

 


na hora (24/7)

 

 


em geral não (parcelado ainda pouco difundido)

 

 


não

 

 


pequenos negócios, serviços, vendas à vista, recebimentos rápidos

 

 


Link de pagamento

 

 


usa taxas semelhantes às do cartão/Pix da plataforma

 

 


depende do meio de pagamento escolhido

 

 


depende do meio

 

 


não (apenas celular/computador)

 

 


vendas online/WhatsApp, entregas, orçamentos à distância

 

 

 

*Taxas variam bastante por banco, adquirente, volume de vendas e setor. Os números servem apenas como referência média de mercado, não como tabela oficial.

Exemplo simples: venda de R$ 100,00

Imagine uma venda de R$ 100,00 à vista. Só para ilustrar (números aproximados, pois as taxas variam):

  • crédito na maquininha (2,3%) → taxa de R$ 2,30 → você recebe R$ 97,70

  • débito na maquininha (1,1%) → taxa de R$ 1,10 → você recebe R$ 98,90

  • Pix (0,2%) → taxa de R$ 0,20 → você recebe R$ 99,80

O objetivo desse exemplo é só mostrar o impacto proporcional das taxas. Em algumas negociações, o Pix pode ser quase “de graça” para a empresa, enquanto o cartão pesa mais – mas, em compensação, o cartão oferece parcelamento e benefícios ao cliente, o que pode aumentar as vendas.

Como escolher o que compensa no seu caixa (de forma isenta)

Em vez de tentar achar um “vencedor”, pense em mix de pagamentos. Na prática, vale olhar para alguns pontos:

  1. perfil dos seus clientes

    • eles parcelam muito? gostam de milhas? → cartão é quase obrigatório;

    • são clientes de tíquete menor, que fazem compras rápidas? → Pix costuma funcionar bem.

  2. necessidade de caixa

    • se você vive “no limite”, receber em 30 dias pode apertar;

    • nesse caso, aumentar uso de Pix e débito pode ajudar a ter mais dinheiro na mão, mais rápido.

  3. custo total (não só taxa)

    • some: MDR + taxa de antecipação + aluguel de maquininha + outros custos;

    • compare com as tarifas de Pix da sua conta PJ e com o custo do link de pagamento da sua plataforma.

  4. segurança e risco

    • cartão tem regras de chargeback que, em alguns casos, podem tirar o dinheiro de você se o cliente contesta a compra;

    • Pix tem muito pouco risco de estorno para o lojista, mas exige cuidado com golpes de engenharia social e conferência do recebimento.

  5. modelo de venda

    • se você vende bastante à distância (WhatsApp, Instagram, entrega), o link de pagamento se torna quase obrigatório;

    • se a maior parte das vendas é no balcão, maquininha + Pix já resolvem muito.

Em muitos casos, a solução mais equilibrada é:

  • manter maquininha para crédito/débito (principalmente pelo parcelamento);

  • estimular Pix para pagamentos à vista (por exemplo, oferecendo um pequeno desconto, se fizer sentido);

  • usar link de pagamento para orçamentos e vendas à distância, mantendo tudo organizado.


Conclusão: não existe um “melhor meio”, existe o melhor para o seu negócio

Maquininha, Pix e link de pagamento são ferramentas diferentes. Cada uma tem:

  • custos;

  • prazos;

  • riscos;

  • impacto no comportamento do cliente.

Quando você entende esses pontos e coloca na ponta do lápis, para de decidir “no feeling” e passa a montar um mix de pagamentos consciente, alinhado com a realidade do seu caixa e do seu público.

Se você tem a sensação de que vende bem, mas o dinheiro some entre taxas, prazos e antecipações, vale revisar essa estratégia com calma – e, se quiser, com apoio profissional.

👉 Quer ajuda para analisar as taxas que você paga hoje e montar um mix de meios de pagamento mais saudável para o seu caixa?

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